Jornal Novembro/Dezembro/2003

Artigos

JESUS

Nos caminhos da história não há ninguém que se lhe compare...

Foi chamado de Rei, Príncipe da Paz, Cordeiro de Deus, Messias, mas o que desejava era ser conhecido como Mestre.

Viveu como ensinou....

Falando o Aramaico, idioma com 3.000 vocábulos, sem escrever uma única palavra, ofereceu à humanidade a filosofia mais profunda sobre o ser humano, sobre a vida, o amor e sobre Deus. O seu Sermão da Montanha é a síntese das mais belas diretrizes comportamentais.

Quando lhe perguntaram qual o primeiro e o maior mandamento da Lei, Ele respondeu:

“AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO COMO A SÍ MESMO, toda a Lei e os profetas se encontram contidos neste mandamento”.

Mas quando falou: “VINDE A MIM TODOS VÓS QUE ESTAIS AFLITOS E SOBRECARREGADOS, QUE EU VOS ALIVIAREI. SUAVE É O MEU JUGO E LEVE O MEU FARDO”, mostrou-nos à ajuda incondicional a todos nós.

Fala-nos sempre em todos os momentos, convidando-nos sempre a uma modificação interior: “ISTO VOS MANDO, QUE VOS AMEIS UNS AOS OUTROS”.

Toda terapêutica proposta por Jesus é libertadora, precisamos refletir mais sobre.

É NATAL!

QUE NÃO FALTE O PÃO E HAJA COMPREENSÃO EM TODOS OS LARES, QUE EM SEU NOME, PESSOAS VISITEM OS SOFREDORES, ALIVIANDO OS GEMIDOS DE DOR, PARA QUE ASSIM POSSAMOS HOMENAGEAR O ANIVERSARIANTE DO MÊS.

VOTOS

Desejava trazer-te, alma querida,

No Natal de Jesus,

Um presente de luz

Que te guardasse a paz, em toda a vida...

Uma doce lembrança

Que te desse, a contento,

A supressão de todo sofrimento,

Através da esperança...

Mas não podendo fazer isso,

Rogo ao Céu te conceda, estrada afora,

Dia a dia, hora em hora,

A benção do serviço,

Porque somente no trabalho são,

Nunca estaremos sós

E teremos em nós

A presença de Deus no coração.

Maria Dolores

(do livro Preito de Amor, psicografia Francisco Cândido Xavier)

A ORIGEM DO NATAL

Até o século V não se celebrava o nascimento de Jesus e a Igreja Católica Romana não pretendia saber em que dia ele se dera.

Somente algumas igrejas cristãs da Grécia festejavam, até então, uma espécie de Natal, no dia 06 de janeiro. No resto do império romano os pagãos e os gentios convertidos ao Cristianismo celebravam no dia 25 de dezembro a natividade pagã de Mitra, o Sol Invicto, culto que os soldados romanos haviam adotado nas campanhas da Pérsia e difundido em toda a Europa.

Mitra era um deus entre os muitos deuses solares e se lhe rendia homenagem em 25 de dezembro, porque no hemisfério norte, próximo a essa data, os dias começam a alongar-se, sugerindo a idéia do nascimento de um novo sol.

A celebração de 25 de dezembro era, portanto, a festa pagã do Sol, personificado em Mit5ra, que foi o último dos deuses pagãos a resistir ao avanço do culto cristão, principalmente nas ilhas britânicas, ao longo do Danúbio, em parte das Gálias e da Ibéria e nas províncias asiáticas.

A natividade de Mitra estava arraigada nos costumes e não parecia prestes a desaparecer tão cedo. O próprio imperador Constantino, que adotara a religião católica como culto oficial do império romano e presidira o Concílio de Nicéia, cunhava moedas que traziam, de um lado, sua efígie e do outro a de Mitra.

A Igreja Católica valeu-se, assim, de um recurso hábil, embora ouço escrupuloso, criando a festa do nascimento de Jesus no mesmo dia da natividade de Mitra, esperando que a suplantação se produzisse a pouco e pouco, o que, pelo menos no mundo ocidental, acabou ocorrendo.(baseado em artigo do jornal “O Imortal”, dezembro 2000)

FAMÍLIA NUCLEANA

Era o ano de 1985. A sede de nosso Núcleo situava-se à Rua Serra de Botucatu. Em uma tarde-noite de um sábado, realizávamos a Reunião Fraterna (hoje Colegiado de Doutrina).

A reunião fora maravilhosa, repleta de fatos mediúnicos (depoimentos, vidências, comunicações por vias psicofônica e psicográfica). E foi aí, entre as mensagens, por nosso intermédio, via psicografia , recebemos uma, ditada pelo espírito Dr. Max, onde entre outras abordagens citou pela primeira vez o termo: “Família Nucleana”, referindo-se a todas as criaturas reencarnadas, vindas de todas as cidades do país bem como de outros países, que reencontrar-se-iam por vínculos e compromissos pretéritos com o Núcleo, formando assim o que designou Família Nucleana.

Dr Max foi além, esclarecendo que esse direcionamento estender-se-ia ao longo dos anos.

E foi a partir daí, que a nossa querida Celina, pela sua extraordinária sensibilidade, doçura e energia, iniciou, em todas as reuniões, cursos, palestras evangélicas, trabalhos de passes, eventos e conclaves mediúnicos, enfatizar o significado e a força da Família Nucleana, exortando a todos os integrantes da Casa, trabalhadores ou freqüentadores, à união, coesão e compreensão dos destinos da Casa, para a solidificação das estruturas espirituais do Núcleo.

Procuremos manter esse ideal!

Abílio de Paula Soares

O DIRIGENTE ESPÍRITA E AS REUNIÕES

O papel do dirigente pode alterar profundamente a situação de uma reunião. Observe-se que sua atuação pede a flexibilidade, a sensibilidade e a coragem que nem sempre ele consegue ter.

Cair na rotina é mais fácil e parece seguro, mas é um engano. A rotina é um furo que cresce e que faz esvaziar a seiva da vida da reunião.

Dirigir é observar, é sentir, é intuir, é perceber o que ocorre nos dois lados da vida, e também ao nível emocional, que transparece espiritualmente.

Na direção do barco da reunião, ponha o timoneiro Kardec e ponha Jesus, como capitão.

Ah! Não esqueça que o coração vê mais que os olhos, mais que a cabeça e mais, muito mais que a opinião.

Cristina Helena Sarraf

(transcrito do Jornal do CEM, abril/1998)

COM MOLHO OU SEM MOLHO?

Não, caro leitor, não vamos falar sobre comida! mas, certamente sobre limpeza. Não a limpeza física, mas a espiritual. Falaremos sobre a palestra evangélica e suas conseqüências no recebimento do passe.

Como todos nós sabemos, é-nos insistentemente recomendada a freqüência às palestras evangélicas, que precedem os passes. Pela observância dos vários trabalhos da casa, onde ele é aplicado, vamos verificar que muitos dos freqüentadores preferem chegar em cima da hora e ir direto tomar seu passe. Ganha-se tempo, mas perde-se muito em qualidade.

Expliquemos a situação por uma analogia conhecida de todos nós. Há muito tempo atrás, quando uma dona de casa queria lavar as suas roupas, utilizava-se do seguinte processo: colocava-as no tanque com água e sabão e após esfrega-las, repetidas vezes, deixava-as de

Molho por algum tempo, para que a ação do sabão e do alvejante pudessem remover , adequadamente a sujeira. Após esse processo a roupa era enxaguada em água limpa e posta para secar...

Mas, a esta altura, muitos deverão estar perguntando: o que isto tem a ver com a palestra evangélica?

E nós afirmamos: a palestra funciona como a primeira etapa da lavagem da roupa,isto é o processo do molho!... No momento em que estamos concentrados no tema enfocado, a espiritualidade aproveita a nossa sintonia mental com o mais alto e de posse das nossas fichas reencarnatórias e merecimentos, efetuam o tratamento necessário a cada um de nós, segundo nossas necessidades. Atuam, como o molho, dissolvendo as nossas emanações mentais negativas, os miasmas agregados ao nosso perispírito, harmonizando o nosso campo vibratório. É por isso que muitas vezes nos emocionamos durante a palestra, não só por assimilarmos a mensagem passada pelo expositor, mas por estarmos sintonizados com os nossos mentores espirituais e com toda a equipe socorrista, que está trabalhando, amorosamente, a nosso favor, envolvendo-nos, intensamente em energias restauradoras.

Quando nos encaminhamos para o passe em si, já vamos, espiritual e emocionalmente, preparados (estamos de “molho”) e as energias recebidas, através do passista, irão funcionar como aquele enxágüe final, revigorando-nos.

Por isso a grande ênfase dada à necessidade de se assistir às palestras evangélicas, que se antecipam aos tratamentos pelo passe.

Desse modo, cabe ao leitor decidir se é com molho ou sem molho ? Mas, cá entre nós: com molho é muito melhor!...

Rogério Oliveira

PARAPSICOLOGIA NA ESCOLA

A Universidade de Lund, na Suécia é uma das mais antigas da Escandinávia e a partir de 2004 se transformará, pois além das ciências convencionais, a instituição decidiu abrir vagas para professores de parapsicologia, hipnose e clarividência.

A Universidade de Lund se junta às universidades de Utrecht, na Holanda e de Edimburgo, na Escócia, onde tais cadeiras já existem e são procuradas por alunos de todo o mundo.

(informação extraída do Jornal da Tarde, set/03)

FESTA DE 15 ANOS DO PRINCIPIANTE ESPÍRITA

No último dia 10 de outubro, sexta-feira, festejamos os 15 anos do Curso Principiante Espírita em clima de muita confraternização e aprendizado.

Contamos com a presença do Dr. Manoel de Aquino Rezende e família, sendo que o nosso querido Dr. Rezende veio nos brindar com sua palavra orientadora e estimuladora de novos hábitos para vivenciarmos o Evangelho.

O salão principal da Casa estava completamente lotado com alunos e ex-alunos, alguns vindos de longe para reviver os momentos do Curso.

Foi uma festa simples e amorosa, e contou com o maestro Luis Bonan ao teclado e Gerson Amador e Claudete Corpo abrilhantando-nos com 4 páginas musicais, que nos proporcionaram antever as festas espirituais, como tantas vezes os mentores amigos nos descrevem.

Nossos amigos espirituais, através da psicofonia, ditaram pela médium Tânia M. Antolin, comovente mensagem de espírito anônimo e o médium e diretor de Doutrina, Abílio de Paula Soares mensagem ditada pelo prof. Dante e finalmente Euripedes Barsanulfo através da médium Emília Bergamo Rofrano, a qual transcrevemos abaixo.

Glória a Deus nas alturas, Paz na Terra aos homens de boa vontade.

Nesta noite maravilhosa em que o “Paz e Amor” brilha intensamente, em que nossos corações estão emocionados e agradecidos, nós nos ligamos, coração a coração, solidificando nosso campo vibratório, vamos envolvendo todos os mentores desta bendita Casa., e nos ligando com todos os espíritos, que como nós, trabalham sob a égide de Jesus e que tanto amparo, proteção, carinho e respaldo, intuição e inspiração fornecem aos dirigentes, aos expositores e aos alunos dos Cursos. Nós todos juntos nestes instantes, ajoelhados, espiritualmente, rogamos a Jesus que suas bênçãos continuem a recair sobre nosso Principiante Espírita e que continuem a recair sobre todos os Cursos do Paz e Amor, que todos os trabalhadores que se acheguem a eles possam, mestre Jesus, trabalhar na tua Seara com maior embasamento doutrinário filosófico e religioso e servindo assim com mais segurança, equilíbrio e amor. Nos todos juntos ainda, ajoelhados em espírito, Mestre Jesus, te rogamos por nós, que somos eternos alunos e aprendizes e que ainda não entendemos as tuas verdades, que possamos, todos nós Mestre, entender e por em prática cada vez mais os teus ensinamentos, as tuas máximas, as tuas bem aventuranças, as tuas parábolas, as tuas leis morais.

Ajuda-nos, Mestre amorável, nesta empreitada e que todos nós e o nosso Paz e Amor continue firme, forte, valoroso, amando-se, altaneiros, perdoando-se, respeitando-se e que nossa bandeira continue a ser “Fora da Caridade não há Salvação”, “Orai e Vigiai”, “Amai-vos e Instruí-vos”.

Caminhemos todos nós para frente e para o alto com o Cristo de Deus e abraços efusivos não só aos Cursos, mas a todos nossos queridos do Paz e Amor e que Jesus nos abençoe e que estes 15 anos possam ir muito e muito mais além e que a doce e suave Paz do mestre Jesus esteja no coração de todos.

Euripedes.

A Sra Olívia narrou-nos emocionantes quadros, pela vidência, onde destacamos Eurípides e sua equipe derramaram vibrações sobre o Paz e Amor, visto ainda, imagens fluídicas de Allan Kardec, Emmanuel, Chico o quadro de todos os mentores de nossa Casa, e ao fundo do salão foram vistas Celina e sua mãe, dona Sianinha parabenizando a coordenação do Principiante.

Observado ainda o símbolo do Paz e Amor (coração inscrito Paz e Amor) iluminado de onde caia uma cascata de luzes e as servas de Maria derramando pétalas de rosas brancas, que ao cair em todos nos, beneficiava-nos num campo de recomposição do nosso psiquismo, para que todas as nossas recordações dolorosas sendo dando lugar às boas .

Todos amigos espirituais dizendo “Parabéns e continuem”.

Foi ressaltado ainda que com esta mensagem ditada por Eurípides, consolidou-se, ainda mais a sustentação da Casa e ele ao percorrer todos os ambientes da Casa levava um rastro de luz, que forma um circulo de proteção para toda a Casa. Esclareceu-nos ainda Dr Mauricio, que toda a comunidade do Tatuapé foi beneficiada por essas vibrações.

À equipe do Principiante Espírita, votos de Paz e Amor.

A GRANDEZA DE DEUS

Cientistas australianos ligados à Escola de Astronomia e Astrofísica da Austrália afirmaram neste mês de julho/2003, que existem mais estrelas no Universo do que grãos de areia em todos os desertos e praias do nosso planeta, ou seja, 70 setilhões de estrelas, cerca de dez vezes o número estimado de grãos de areia existentes na Terra.

É claro que temos aí um número impreciso, pois estamos falando de estrelas que os nossos equipamentos atuais podem captar!... Quando pensamos que esse número pode ser maior!!!...

Mas não é tudo, se, como a nossa estrela, o Sol, tivermos planetas em redor, imaginemos seis planetas, teríamos para o Universo conhecido 420 setilhões de mundos.

Como a população de um único planeta como a Terra, que tem em torno de 6 bilhões de seres, e ainda buscando no livro “Roteiro”, Emmanuel nos informa que para cada encarnado temos 3 desencarnados, este número aumenta para 18 bilhões de seres ligados a um único planeta. Assim, se tomarmos por base a população da Terra teremos 420 setilhões por 18 bilhões de seres, a conta é inimaginável....

Diante desta grandeza, nos quedamos perplexos e compreendemos, quando encontramos no Livro dos Espíritos, pergunta 10: “O homem pode compreender a natureza íntima de Deus?

  1. Não, falta-lhe para tanto um sentido.

E mais adiante na pergunta 14, uma afirmação, que não podemos duvidar: “Deus existe e não o podeis duvidar...”

Tânia F G Carvalho

A REVISTA ESPÍRITA

Em 18 de Abril de 1857, pelas mãos de Allan Kardec, materializou-se para o mundo a Doutrina dos Espíritos, com a publicação de O Livro dos Espíritos. A terceira revelação tomou forma e modificou nosso conceito sobre os Espíritos, sobre a espiritualidade e principalmente, nos colocou em relação com o mundo invisível de forma clara e sem receios.

Em janeiro de 1858 para dar prosseguimento ao ensinamento espírita, Kardec, incansável, fundou a Revista Espírita, (La Revue Spirite). Neste ano de 2003 comemora-se 145 anos da publicação desta que pode ser considerada uma fonte inesgotável de informação para todos aqueles que estudam e buscam na Doutrina dos Espíritos conhecimentos necessários para sua evolução e respostas para suas dúvidas. Seu acervo é uma coletânea de 12 volumes que abrange o período de janeiro de 1858 a junho de 1869 e é uma publicação de real importância para os estudiosos do espiritismo, mas é, infelizmente, um tanto desconhecida ou não procurada pelos espíritas. A revista continua sendo editada na França pela Union Spirite Française et Francophone, e traduzida e publicada no Brasil pela Edicel (São Paulo) e pelo IDE - Instituto de Difusão Espírita, sediado na cidade de Araras, estado de São Paulo.

Centenas de questões apenas ditas superficialmente nos livros da Codificação, pois não poderiam abranger todo o universo de conhecimento espírita, são amplamente tratadas na Revista, e exaustivamente analisadas. Manifestações da mediunidade curadora em seus vários aspectos; manifestações voluntárias dos espíritos; os duendes; os agêneres; os casos de obsessão e possessão; o desenvolvimento mediúnico; o suicídio em suas diversas formas e motivos: por amor, pela obsessão, os problemas morais, o suicídio dos animais, estatísticas, etc; a alma dos animais, enfim, a Revista Espírita já tratava, com personalidade há 145 anos atrás dos problemas que ainda hoje afligem a humanidade.

Um tema que hoje gera muita controvérsia é aquele que trata dos animais e sua relação com o ser humano. Kardec cuidou desse tema, naquela época, com conhecimento de causa como podemos verificar nos diversos trabalhos publicados na Revista. As comunicações do espírito George, foram analisadas por Kardec e submetidas a debates na Sociedade, e vários fatos referentes à mediunidade nos animais fazem parte de um dos capítulos desta coleção. A música também teve seu espaço, pois na edição de Maio de 1859, Kardec entrevista os Espíritos de Mozart e Chopin, através do médium Bryon-Dorgeval.

Como podemos ver, a Revista Espírita, fundada pelo codificador continua sendo um manancial inesgotável, após tantos anos de existência, e é uma leitura obrigatória para todos os espíritas e estudiosos do espiritismo.

Para ter acesso ao índice completo de todos os volumes e parte dos textos, visite os sites:

http://www.jhbaldin.com/re.htm e

http://www.espirito.org.br/index.asp

FALANDO DE PERDAS, LUTO E MORTE

Quem espera que alguém morra? Acho que a MORTE não está nos planos da maioria das pessoas. Mas o fato é que ela existe e, mesmo não falando na morte, ela acontece. E, como quase ninguém gosta de falar no assunto, muitas vezes a gente se sente só quando, por algum motivo, perdemos alguém que amamos, sentimos saudades ou mesmo quando tememos a nossa própria MORTE

Ao se contrapor à vida, a morte nos ensina a buscar uma vida melhor, porque ela nos diz que nosso tempo é limitado e, por isso, valioso. Ela oferece uma oportunidade para avaliar nossa vida, para rever e renovar o sentido que lhe damos. Podemos olhar para o que estamos conquistando, além daquilo que nós perdemos; é o momento de (re)descobrir as pessoas de quem gostamos, as qualidades que admiramos, nossos objetivos e nossos sonhos.

Não gostamos de sofrer, não gostamos de sentir saudade, não gostamos de perder aquilo que amamos. Mas é algo necessário, pois todos nós enfrentamos perdas e mortes em algum momento de nossas vidas. Podemos nos permitir maior sensibilidade ao nosso sofrimento e ao alheio porque essas coisas acontecem em todos os contextos e podemos aprender a compartilhar isso, sem excluir e sem negar a dor.É triste sentir a falta, mas alivia sabermos que preservamos em nós muita coisa valiosa adquirida por meio das nossas relações. Podemos e devemos ensinar esse processo às crianças, em casa ou nas escolas, nas comunidades, nas empresas.

Nunca vamos esquecer a pessoa que amamos e perdemos. Ela pode ser substituída em suas tarefas, mas não em nosso afeto; vamos guardá-la conosco e preservar o carinho. Mas leva tempo.Lembramos com saudade e angústia no início e devagar passamos a lembrar com mais carinho do que dor.

A dor da perda é o preço pelo prazer de amar, de gostar, de dividir a vida com outras pessoas. O luto é o processo de construção de uma nova etapa de vida,que pode ser positiva se houver um enfrentamento saudável do sofrimento, pois se traduz em crescimento e enriquecimento pessoal.

A morte nos reúne em torno dela e nos iguala nos sentimentos de perplexidade, dor, tristeza, raiva, confusão. O luto é a resposta natural e esperada após uma perda, que exige um processo de reorganização de longo prazo.

A morte de uma pessoa pública nos leva ao luto coletivo às cerimônias públicas de despedida.São rituais que marcam a perda, e ajudam a encontrar um sentido para ela e permitem um compartilhamento das emoções, que são socialmente permitidas e aceitas.

E aí o luto coletivo tem outro sentido, de reciclar o lutos pessoais, nem sempre permitidos.

Especialistas afirmam que a morte de personalidades conhecidas e admiradas pelo grande público permite que as pessoas que não <elaboraram> seus próprios lutos venham a fazê-lo.

É o momento de reviver as perdas pessoais, extravasar emoções abafadas. "Tomamos emprestado um pouco desse luto para chorar nossas dores".diz a coordenadora do LELU (Lab. De estudos e Intervenção sobre o Luto), da Puc.

Mesmo sem perceber, o luto privado, muitas vezes reprimido por uma espécie de defesa pessoal ou até por mudanças da sociedade atual que tornaram os rituais de despedida mais curtos e superficiais.

O prejuízo disso é semelhante ao de não poder expressar o sentimento, diz a psicóloga Maria Júlia Kovács, coordenadora do Laboratório de Estudos sobre a Morte do Inst. De Psicologia da USP.Segundo ela, pesquisas inglesas recentes mostram quem não demonstra as emoções acaba sofrendo manifestações físicas no futuro .Em tese, recuperar um pouco do ritual pode ajudar. O ritual tem função terapêutica. Ele resgata a solidariedade, principalmente numa cidade como São Paulo, onde é cada um por si a maior parte do tempo.

Viver o luto, por mais dolorido que seja, é também um momento de crescimento e lapidação humana.

Falando ainda sobre o luto, muitos estudiosos nos mostram que é muito comum ficarmos chocados quando perdemos alguém, Que a tendência é não acreditarmos no que está acontecendo, não conseguindo aceitar o fato de que o outro está morto. Até mesmo, na fase seguinte ao CHOQUE, se você tem uma ligação muito forte com a pessoa que morreu ou tinha uma convivência muito grande, é comum pensar muito nela, vê-la nos lugares que ela costumava estar, ouvir sua voz, pensar em falar com ela, coisas assim.O hábito e o carinho fazem a gente levar mais tempo para acostumar-se com a perda. Às vezes, você até procura a pessoa falecida, como se ela ainda estivesse viva. E COMO A SAUDADE É GRANDE, todos esses sentimentos vão se misturando, se embolando, e levam um bom tempo para se acertar dentro do seu coração, até que um dia você percebe que está mais CONFORMADO. Não é que você esquece de quem gostou muito, mas consegue lembrar-se dele com carinho, já entende melhor sua morte, já se sente mais conformado e sua vida parece mais normal.

A saudade é um sentimento que sempre existirá: você pode "morrer"de saudade, mas logo estará "vivo"novamente.

Tudo isso acontece porque uma grande mudança começa quando perdemos alguém importante para nós.Muitas perguntas surgem: por que não aproveitamos mais a vida? Por que não falamos ou fizemos algo para o fulano antes de ele morrer? O que faremos agora sem aquela pessoa? Vamos conseguir continuar sem ele? Será que ele está em algum lugar? Por que morreu? E, são muitas as questões e às vezes achamos que devemos, nesse momento, tomar decisões importantes, assumir responsabilidades. Calma, devagar, é melhor começar com pequenas decisões.

E tem mais uma coisa importante: o medo.Enfrentar a morte ou a perda de alguém querido torna-nos frágeis, impotentes e isso dá medo. Aí o que faremos? Tentamos esconder bem esse medo, para não mostrar nossa fragilidade ou para tentarmos evitar sentir mais medo. É uma forma de assumir o controle sobre a situação, buscando sentir-se forte outra vez. Mas, quanto mais a gente tentar controlar esses medos, mais eles aparecem, medo da violência, medo de escuro, medo do fracasso, medo de doenças, etc. Por isso, vale a pena refletir um pouco sobre quais medos nos acompanham no momento. Pode se medo da própria morte, ou medo do desconhecido, ou medo de perder outra pessoa,entre outros.

Quem ainda não se perguntou de onde veio e para onde onde vai? Saber de onde viemos, o que acontece quando morremos, qual o sentido da vida, é o que chamamos de "questões existenciais". Uma questão existencial é uma questão de vida, algo que está presente em todo ser, pelo menos em algum momento da vida. Falar sobre a MORTE e o que acontece depois dela desperta uma grande curiosidade, mas também provoca desconforto, É difícil, dá um MEDO.

O temor da morte decorre, portanto, da noção insuficiente da vida futura.

A proporção que o homem compreende melhor a vida futura, o temor da morte diminui: uma vez esclarecida a sua missão terrena, ele aguarda o fim com calma, resignado e serenamente. A certeza de reencontrar seus familiares e amigos depois da morte, de reatar relações que tivera na Terra, dá-lhe coragem para suportar a partida de um ente querido.

A doutrina espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade.

Eis aí porque os espíritas encaram a morte calmamente e se revestem de coragem e serenidade nos seus últimos momentos na Terra.

A lembrança dos que nos são caros repousa sobre alguma coisa de real.

Além disso, em vez de perdidos nas profundezas do Espaço, eles estão ao nosso redor.

Um breve comentário:

Sou Rosa Maria Carleto Tosello, 55 anos, espírita,comecei desde jovem um trabalho como voluntária no CVV-Samaritanos- atendendo pessoas que queriam se suicidar, e descobri que, no meio de tantas perdas que já experimentavam, a MORTE estava presente.

Hoje, sou voluntária na AACC-Associação de Apoio à Criança com Câncer-são crianças e adolescentes que lutam para VIVER.

Neste processo de MORTE-VIDA- PERDAS E LUTO, eu fui tomando mais contato com a dor do outro , e me esforçando melhor para entendê-lo.

Assim,há 8 meses eu também vivenciei a minha grande PERDA ( o meu marido).

Acometido por um câncer no cérebro, sua luta foi grande, mas sempre com resignação, aceitação até o final.

Devo confessar a vocês, que não foi fácil quando eu recebi o diagnóstico e pensei:

_ "Agora eu não sou mais só voluntária, serei também CUIDADORA e PERDEDORA ", bendita doutrina que nos faz pensar na vida além da vida e nos fornece ensinamentos comprovados, da imortalidade da alma .

Mas como nada é por acaso, nesta mesma época eu fazia um curso na Associação sobre "Como acompanhar a Separação e o Desapego do outro".

Aprendi a não viver o luto antecipado, mesmo sabendo que o desencarne dele não demoraria muito, elaboramos melhor nosso tempo, foi um exercício de enfrentamento e preparação para a morte, vivenciado por nós dois.

Não tivemos medo do sofrimento, porque muitas vezes nós expulsamos a morte da nossa intimidade, privando aquele que está prestes a morrer da nossa ternura e da nossa solidariedade nos momentos finais. Dizendo ("não quero ver ", não tenho coragem", o que os olhos não vêem o coração não sente ").

Eu não podia negar a dor dor dele, apenas COMPARTILHAVA.

Aprendi a lidar com as tristezas profundas. Quando enfrentamos o sofrimento, a capacidade de TOLERÂNCIA E RESISTÊNCIA, aumenta as nossas perspectivas de vida.

Sem medo de enfrentar a Dor e as Perdas, tivemos um grande conforto espiritual: podendo resgatar a humanização e a dignidade perante a MORTE. Pela reconciliação com ela, tivemos a oportunidade de pedir PERDÃO um ao outro., de fazer nossas despedidas, de repassar nossas experiências e vivências de2 3 anos vividos juntos nesta vida.

E para finalizar, eu gostaria de falar a vocês de uma nova experiência que participo hoje numa Casa Espírita.

O Centro Espírita Obreiros do Senhor de Rudge Ramos-SBC, iniciou neste ano, uma atividade muito interessante- trata-se de um GRUPO DE SUPORTE AO LUTO- chamado Diálogo Fraterno, tendo como objetivo, orientar, amparar as pessoas que perderam seus entes queridos que chegam ä Casa Espírita em busca de esclarecimento e socorro espiritual.

O Diálogo Fraterno, destina-se , a consolar, despertar e conscientizar os participantes através de palestras evangélicas.

Após a palestra, o grupo se reúne, onde cada participante, tem a oportunidade de:

-desabafar, e ouvir o desabafo do outro

  1. relembrar as perdas
  2. recuperar as lembranças da VIDA e MORTE do ente querido
  3. expressar seus sentimentos, reorganizando internamente.

Portanto, agradeço a Deus, ao Romeu (meu marido), e a todas as pessoas cujo sofrimento pelas perdas que tiveram, deram-me a experiência e os conhecimentos que me permitiram criar novos caminhos para os que ainda se vêem sufocados por um luto, cuja razão não compreendem e por isso não são capazes de crescer por meio desse sofrimento.

Para saber mais sobre PERDAS, LUTO e MORTE

Nas livrarias

Na maior das Perdas-Regis de Morais-Editora Eme

O temor da Morte-Allan Kardec Cap II-do Céu e Inferno

Sobre a Morte e o Morrer-Elizabeth K:ubler Ross

Morte e o Desenvolvimento Humano- Maria Júlia Kovács-Casa do Psicólogo

Vida e Morte: Laços da Existência-Maria Júlia Kovács- Casa do Psicólogo

Do Fim ao Começo- Maria Cristina Mariante Guarnieri - Edições Paulinas

Grupo de Suporte ao Luto- Evaldo A. D'Assumpção- Edições Paulinas

LELU-Laboratório de Estudos e Intervenção sobre o Luto ( serviço de assistência psicológica mantido pela PUC, com o objetivo de aliviar a angústia de quem teve uma morte em família.

O PASSISTA

A existência de pessoas que possuem o dom de transmitir energias curativas é conhecida desde a antigüidade. Os relatos sobre a existência destes indivíduos se confundem com a história da Humanidade. Vemos nas pinturas egípcias, por exemplo, várias imagens de homens praticando a imposição de mãos.

Na realidade, o passe nada mais é do que a transmissão de bioenergias que fluem pelas extremidades de nosso corpo, neste caso direcionadas para saírem através de nossas mãos. Via de regra os espíritos operam a fusão de energias oriundas do plano espiritual com as energias de origem animalizada do médium.

Assim sendo, o médium passista é um canal de transmissão, um verdadeiro intermediário entre o espírito que trabalha junto dele naquele instante e o paciente que recebe energias reconfortantes.

Para que o passista consiga cumprir bem a sua tarefa, numa verdadeira aplicação prática da caridade, algumas recomendações básicas devem ser seguidas:

● Cultivar o amor ao próximo de forma incondicional, sem preconceitos;

● Vigiar para não cair nas teias sutis da vaidade e do personalismo;

● Sua alimentação deverá sempre ser frugal, respeitando-se o mínimo de três horas de antecedência aos trabalhos e, se possível, alimentar-se somente após a sessão de passes;

● Cultuar a fé em Jesus e na espiritualidade presente aos trabalhos;

● Não tocar no paciente, evitar gesticulação exagerada. Não conversar, sussurrar ou “fungar” durante o passe;

● Não criar ligações de dependência e insegurança com aquele que recebe o passe ( do tipo: só tome passe comigo ou com fulano....)

● Sempre que necessário esclarecer a quem recebe o tratamento, que a aplicação dos passes não dispensa o tratamento médico e/ou psicológico. Cada intervenção tem uma atuação em campo específico, sendo uma, complemento da outra.

Devemos ter sempre em mente que, além da bondosa intervenção dos missionários do bem, a cura depende da conduta, das necessidades e do merecimento de quem a busca.

Para simplificar, imitemos o Mestre. De acordo com o que foi relatado pelos apóstolos de Jesus, a cura através d’Ele se dava apenas pela imposição de suas mãos sobre a cabeça de quem o procurava.

Fernando de Oliveira

(Que Espiritismo é esse?)

Espiritismo ou Kardecismo?

É comum ouvirmos pessoas alegarem serem Espíritas Kardecistas ou que freqüentam o Kardecismo, do mesmo modo que antigamente falava-se de espiritismo de mesa branca (como se houvesse um espiritismo de mesa preta, azul ou verde). Será que o espiritismo é dividido em seitas, possui várias ramificações ou essas pretensas denominações não passam de um grande equivoco?

Recorrendo a fonte primeira das informações sobre a doutrina espírita, ou sejam suas obras básicas, encontramos os seguintes esclarecimentos prestados por Kardec, na introdução do Livro dos Espíritos: “Para coisas novas necessitam-se de palavras novas, assim o quer a clareza de linguagem para evitar a confusão inseparável do sentido múltiplo dos mesmos vocábulos...”. “Os adeptos do Espiritismo serão os Espíritas, ou, se o quiserem, os Espiritistas”.

No Livro dos Espíritos, na sua Introdução (Prolegomenos), lemos: “Foi escrito (o Livro dos Espíritos) por ordem e sob ditado dos Espíritos Superiores para estabelecer os fundamentos da filosofia racional, livre dos preconceitos do espírito de sistema. Nada contém que não seja a expressão do seu pensamento e que não tenha se submetido ao seu controle. Somente a ordem e a distribuição metódica das matérias, assim como as notas e a forma da redação são obras daquele que recebeu a missão de o publicar”,

Na Gênese, capitulo XVII, tem 40: “Não é uma doutrina individual, uma concepção humana; ninguém pode dizer-se seu criador. É o produto do ensino coletivo dos espíritos, o qual preside o Espírito de Verdade”.

No mesmo capítulo, na nota de rodapé, escreve Kardec: “Todas as doutrinas filosóficas e religiosas levam o nome da individualidade fundadora: diz-se o Mosaismo (de Moisés), o Cristianismo (do Cristo) , o Maometismo (de Maomé), o Budismo (de Buda) e etc... A palavra espiritismo, ao contrário não lembra nenhuma personalidade; encerra uma idéia geral, que indica ao mesmo tempo o caráter e a fonte múltipla da doutrina.

Portanto, a doutrina que foi codificada por Kardec, e não criada por ele, mas sim pelos Espíritos Superiores, é o Espiritismo, tão somente, sem adjetivos complementares ou que passem a impressão de haverem várias ramificações. Isto não existe. O Espiritismo é unicamente a doutrina que está nas obras de Kardec e dos que continuaram o trabalho do Mestre, sem trair os seus princípios básicos. Por isso, nós como Espíritas conscientes, devemos sempre prestar esses esclarecimentos às pessoas equivocadas.

PORQUE NÃO QUERO QUE ELE DECIDA COMO EU DEVO SER

Conta o colunista Sidney Harris, que certo dia acompanhou um amigo até à banca de jornal, onde este costumava comprar o seu exemplar, diariamente.

Ao se aproximarem do balcão, seu amigo cumprimentou, amavelmente o jornaleiro e como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro.

O amigo de Sidney pegou o jornal, que foi jogado em sua direção, sorriu, agradeceu e desejou um bom final de semana ao jornaleiro.

Quando ambos caminhavam pela rua, o escritor perguntou ao seu amigo:

  1. Ele sempre o trata assim, com tanta grosseria?
  2. Sim, respondeu o amigo, infelizmente é sempre assim.
  3. E você é sempre tão polido e amigável com ele, perguntou Sidney, novamente.
  4. Sim, eu sou, respondeu, prontamente o amigo.
  5. E por que você é educado, se ele é tão grosseiro e inamistoso com você?
  6. Ora, respondeu o homem, PORQUE NÃO QUERO QUE ELE DECIDA COMO EU DEVO SER.

Importante lição, que devemos incorporar em nosso dia a dia...

MÃES MÁS

Esse texto comovente e realista foi publicado recentemente, e recebemos via internet, por ocasião da morte estúpida de Tarcila Gusmão e Maria Eduarda Dourado de 16 anos, em Maracaípe-Porto de Galinhas, em maio/2003. Depois de 13 dias desaparecidas, as mães revelaram desconhecer os proprietários da casa, onde as filhas tinham ido curtir o fim de semana. A tragédia abalou a opinião pública e o crime permanece sem respostas.

Vale a pena ler e refletir até onde pode ir a liberdade de um adolescente.

“Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes: - Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.

- Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

- Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: "Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar".

- Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.

- Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.

- Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.

- Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.

- Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também! - E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer:

- "Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...". As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E ela nos obrigava a jantar a mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.

Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (tocava nosso celular de madrugada e "fuçava" nos nossos e-mails). Era quase uma prisão. Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia que lhe dissemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela "violava as leis do trabalho infantil". Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruéis. Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer. Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas verdade. E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos.

A nossa vida era mesmo chata. Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos, tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.

Enquanto todos podiam voltar tarde à noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa ( só para ver como estávamos ao voltar). Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência: Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. FOI TUDO POR CAUSA DELA.

Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "PAIS MAUS", como minha mãe foi.

EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NAO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS...”

Dr. Carlos Hecktheuer - Médico Psiquiatra

ENTREVISTA

EVANGELIZAÇÃO INFANTIL - Tarefa inadiável !

Todo espírito, ao encarnar, trás em sua programação reencarnatória, a vontade e o desejo de se aperfeiçoar, melhorando sua condição moral íntima e resgatando seus erros do pretérito. Sabemos que as crianças são Espíritos milenares e que cada um tem sua própria bagagem de experiências vividas em outras existências. Enquanto criança, as más tendências que acompanham o Espírito, estão em “repouso” e tende a surgir em uma época posterior, revelando sua real postura. Na infância o espírito é mais acessível aos ensinamentos, e é onde atua os “Tios” e “Tias” que se dedicam de coração a essa tarefa divina.

A função da Evangelização Infantil é introduzir, de uma forma serena e constante, os preceitos cristãos contidos no Evangelho de Jesus, possibilitando um repasse de valores morais elevados para aquele espírito que está iniciando mais uma jornada.

Para sabermos como funciona essa trabalhosa, mas gratificante tarefa, o jornal “Nossonúcleo” buscou as respostas junto ao Coordenador da Evangelização Infantil de sábado, já que há outra equipe aos domingos, nosso confrade Gilberto Torres.

JORNAL “NOSSONÚCLEO” – Em poucas palavras, dado que nosso espaço e exíguo, como você definiria a evangelização infantil?

GILBERTO TORRES - “A primeira regra que devemos observar é não tratar as crianças como seres frágeis e ignorantes, mas como espíritos eternos em evolução. A função do evangelizador não é a de impor esta ou aquela religião, pois isso seria violar o livre arbítrio da criança. A finalidade da evangelização é despertar a criança para Jesus e para Deus, respeitando sempre sua condição evolutiva. A função do evangelizador é a de indicar esse caminho, fazendo-os compreender que lhes compete exclusivamente, a responsabilidade de segui-lo.”

“Nessa linha de raciocínio – continua Gilberto - passamos a compreender a evangelização em sua feição educativa. Ao evangelizarmos, não devemos nos deter somente na instrução, mas também na educação, em como despertar a criança para a moral cristã. Nosso objetivo deve ser a formação da criança e a aquisição de virtudes, orientando-os em relação aos princípios morais, religiosos e educacionais. Se desejamos, despertar o espírito infantil para Deus e para Jesus, apresentemo-nos às nossas crianças não como professores de Evangelho ou de Espiritismo, que, evidentemente não somos, mas como irmãos que desejam trocar experiências com elas para aprender também.”

Com relação à evangelização em nosso Núcleo, Gilberto esclarece:

O Paz e Amor mantêm um trabalho dedicado aos filhos das famílias assistidas realizado nas manhãs de sábado com crianças de 3 a 14 anos. Conta atualmente com 150 participantes e um grupo de trabalhadores carinhosamente chamados de tios e tias.

Com inicio às 7:40 hs, e término às 10:45 hs, o trabalho é dividido em 4 etapas, a saber:

  1. 1) Das 7:40 hs às 8:00 hs – abertura dos trabalhos com os tios e tias. O trabalho consiste em: prece inicia, leitura do evangelho, comentários sobre o tema lido com participação de todos, vibração e prece final.
  1. 2) Das 8:00 hs às 9:00 hs – é servido um café reforçado para as crianças composto de: café com leite, pão com salsicha, pão com manteiga, e todos podem se servir à vontade.
  1. 3) Das 9:00 hs às 10:40 hs – as crianças sobem para as respectivas salas, onde inicia-se os trabalhos em sala de aula. Os alunos, juntamente com as tias, fazem a prece inicial, lêem um trecho do evangelho, aplicam-se passes e faz-se a vibração. Seguido uma programação pré-estabelecida no inicio de cada ano, os tios fazem uma explanação sobre o tema do dia respeitando um máximo de 20 minutos. Observar que todos os temas são abordados levando-se em consideração a faixa etária de cada sala, principalmente aqueles que falam sobre drogas, aborto e DST, estes dirigidos aos ciclos 5 e 6 que abrigam jovens de 11 a 14 anos. Após a aula é dada atividades diversas, como pintura, colagem, jogos etc.
  1. 4) Das 10:40 hs às 10:45 hs – encerramento em sala de aula com a prece final e a saída das crianças.

Encerrando esta entrevista, desejamos ao Gilberto Torres, as “tias” e “tios” anônimos que realizam esse gratificante trabalho na seara de Jesus, muita paz, perseverança e nossos agradecimentos por estarem preparando hoje, um mundo melhor para amanhã.

MOcidade Espírita Paz e Amor em Jesus

O mundo vive uma época conturbada. Os vícios se tornam cada vez mais presentes na vida de muitos, a violência é enfatizada pelos meios de comunicação e os núcleos familiares encontram dificuldades para lidar com todos esses aspectos. Inseridos nesse contexto estão os jovens, que necessitam de apoio para enfrentar a instável fase da adolescência, quando as cobranças também são muitas. Decidir sua carreira, a necessidade de sentir-se acolhido por um grupo e enfrentar as modificações em seu corpo e mente são alguns exemplos dessa fase por vezes tão tumultuada.

É nesse momento que o jovem necessita de auxílio para passar por essa fase com êxito e felicidade. Alguns, iludidos, buscam nas drogas o alívio de seus problemas e conflitos. Outros buscam nos amigos e na família o amparo necessário para os seus questionamentos. Ainda há aqueles que buscam no Evangelho e na Doutrina Espírita o direcionamento para suas vidas e compreensão de sua realidade. É então que aparece a importância dos trabalhos da Casa Espírita direcionados aos jovens, entre eles a Mocidade Espírita Paz e Amor em Jesus (MEPAJ).

A MEPAJ é composta por jovens que juntos, buscam o estudo e compreensão da Doutrina Espírita através de reuniões semanais, que ocorrem todos os domingos das 10:30 às 12:30h. E mais do que isso, buscam nos laços de amizade o suporte para seguir adiante em suas tarefas e a troca de experiências para todas as partes. Nas reuniões semanais ocorrem estudos do Evangelho e temas que geralmente são realizados pelos próprios integrantes da Mocidade. Os temas doutrinários são variados e muitas vezes trabalhados através de bate-papos ou dinâmicas. Isso torna o estudo mais atraente e dá oportunidade para todos participarem com suas opiniões e questionamentos. Também há domingos em que trabalhadores da casa são convidados a contribuir conosco através de sua experiência dentro na Doutrina Espírita.

Os temas abordados na mocidade sempre possuem algum tipo de relação com as características da fase da juventude. Um exemplo disso são temas relacionados ao despertar da sexualidade, que muitas vezes aparece nos jovens recheado de conflitos, questionamentos e sentimentos de culpa. Outro ponto sempre abordado é a questão dos vícios, tanto morais quanto materiais, que são verdadeiros empecilhos para nossa evolução. Os relacionamentos familiares e sociais também recebem toda a atenção, sendo trabalhados a partir da visão evangélica e de Lei de Causa e Efeito. Outro aspecto muito importante na juventude é a questão do despertar da mediunidade. Muitos são os jovens que chegam até a mocidade com sintomas típicos da sensibilidade mediúnica, sem saber o que está acontecendo e o que devem fazer.

Seja qual for o tema abordado, o estudo no grupo desmistifica muitas crenças maléficas para a nossa evolução e propicia a reflexão sobre nossas atitudes e comportamentos, sendo gatilho para o tão citado autoconhecimento.

Uma das atividades mais prazerosas para os jovens são as visitas assistenciais, que ocorrem uma vez por mês. Geralmente são realizadas a idosos que se encontram em asilos, crianças em orfanatos e crianças com deficiências mentais ou físicas. De acordo com a necessidade de cada casa e público alvo, são preparadas atividades, brincadeiras e algumas doações materiais. Além de ser um importante exercício de caridade e humildade, nesses momentos há uma maior interação entre o grupo, e assim, o fortalecimento da amizade.

Outro acontecimento que agradou muito aos integrantes da mocidade foi preparação de uma peça teatral para o evento denominado Quinjest, que aconteceu em julho e reuniu mocidades da região do Tatuapé, Penha e arredores. Foi um importante momento de confraternização e através de uma comédia foram abarcados conteúdos sérios como a vaidade, fama e auto-conhecimento.

Outra característica essencial da mocidade é a liberdade que o jovem possui para participar ou não das atividades. Não há cobrança de presença, de participação na preparação de temas e outras atividades. O que importa é a intenção sincera de aprender sobre o doutrina e assim, crescermos juntos... Todos tem grande importância no andamento adequado do trabalho. Cada comentário, idéia e contribuição contribuem para que as reuniões se tornem mais ricas e agradáveis.

Tendo em mãos todas essas oportunidades de trabalho, estudo e de encontrar amigos e companheiros com aspirações e necessidades semelhantes às nossas, a fase da juventude pode se tornar mais prazerosa e saudável... Assim, todos aqueles que desejam conhecer ou se engajar na proposta da mocidade serão bem vindos e poderão contribuir muito para o crescimento do grupo. Pais e responsáveis também estão convidados a conhecer nosso trabalho e incentivar seus filhos com muito amor, à maior participação e à possibilidade de abrir caminhos novos para seu crescimento.

Venha nos conhecer! Aguardamos sua visita!

Paula Approbato de Oliveira

MA EXPLICAÇÃO SOBRE A PRESENÇA DE ESPÍRITOS QUE SE APRESENTAM COMO ÍNDIOS E PRETOS VELHOS

O livro Dramas da Obsessão, logo de início, traz-nos importante informação esclarecendo-nos sobre a presença de índios nos trabalhos da desobsessão, afirmando precisar requisitar espíritos como um índio, no caso, Peri, o qual bondoso, exercia com energia, muitas vezes necessária nestes casos.

O instrutor espiritual esclarece, que o nome Peri encobriria individualidade espiritual indígena que não desejamos identificar, já reencarnada.

Informa ainda, que a sua existência nas matas brasileiras traduz estagio de repouso e esconderijo, necessária para se furtar às continuadas perseguições obsessoras que, como antigo chefe de tribos árabes guerreiras, adquirira com as atrocidades praticadas.

Não seria, portanto, Espírito primitivo como também acontecia com muitos outros índios brasileiros e escravos africanos no Brasil, mas espíritos que buscam no trabalho a oportunidade de redenção de passados equivocados.

(Tânia Carvalho)

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